Para mim, carência é sinônimo de frio nos pés. Deve ser por isso que estou com tantas meias.
- Me anima, tô triste!
- Como?
- Sei lá, que tal você dançar macarena, com uma cueca escrito “eu amo restart”, um biquíni de hula, coberto de nutella e uma cereja na cabeça?
- (risos) Não, melhor não… Você não iria resistir minha barriga magrela e sarada.
- Nossa… Não mesmo! (risos)
- Que tal de outra forma?
- Qual?
- Eu atravessar a cidade, apertar a sua campainha, você ir me atender com cara de emburrada, a gente subir para o seu quarto, colocar “esposa de mentirinha”, pegar chocolate e coca, deitarmos, assistirmos metade do filme, depois perdêssemos todo o rumo dele por eu te sujar de chocolate, eu limparia tudo com a linguá, depois eu tiraria sua roupa, brincaríamos um pouco, tomaríamos um banho e enfim dormiríamos?
- (risos) Idiota!
- E então…?
- Eu topo!
- Prepara tudo que eu to indo para ai!
Apaixone-se por alguém que te curte, que te espere, que te compreenda mesmo na loucura; por alguém que te ajude, que te guie, que seja teu apoio, tua esperança. Apaixone-se por alguém que volte para conversar com você depois de uma briga, depois do desencontro, por alguém que caminhe junto a ti, que seja teu companheiro. Apaixone-se por alguém que sente sua falta e que queira estar com você. Não apaixone-se apenas por um corpo ou por um rosto; ou pela ideia de estar apaixonado.
Tropeçando,
cambaleando,
me arrastando,
sigo andando.
Um dia chego
e percebo
que tropeçar,
cambalear,
se arrastar,
também são formas
de caminhar.
Melhor se machucar
que permanecer intacto
no mesmo lugar.
Sabe o que é pior? Olhar pro lado e não ver ninguém. Querer correr mais não ter força suficiente pra isso. Gritar e ouvir o eco de sua própria voz. Ver todo mundo partindo e só poder sussurrar baixinho: fica mais um pouco, quero você aqui.
Nunca me conformei com o fim de nada. Por mais que eu sentisse que era a hora.